31 de março de 2010
R$ 250 mi eliminam indigência
Seriam necessários R$ 250 milhões por ano para tirar a população no Ceará que vive na condição de extrema indigência para a linha da pobreza. A conta integra o estudo "Sobre a Qualidade do Crescimento Econômico no Brasil de 1995 - 2008: uma Análise Comparativa entre Estados e Regiões Brasileiras", elaborado pelo Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), ligado ao Curso de Pós Graduação em Economia (Caen), da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Os dados da pesquisa foram apresentados na semana passada ao governador Cid Gomes. O economista e professor Flávio Ataliba Barreto, coordenador executivo do LEP, atualmente cerca de 900 mil pessoas sobrevivem com R$ 1,50 por dia, ou seja, R$ 45, por mês. Trocando em miúdos, são quase 250 mil famílias com renda mensal de R$ 180. Ele lembrou que o Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) no Ceará tem orçamento anual de R$ 230 milhões - recurso que poderia amenizar a situação dessas pessoas, se não fosse diluído entre as várias secretarias.

O economista do Caen aponta ainda que 50% da pobreza está entre crianças de até 15 anos e 35% está na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). "Seria importante que o fundo fosse focado em dois ou três programas voltados para a população que realmente precisa". "Uma avaliação de 2005 para cá aponta que o impacto do Fecop na redução da pobreza foi praticamente nulo", ressalta o economista do Caen. "O governador viu com olhos de preocupação o trabalho que apresentamos. Na oportunidade, ele questionou onde poderia localizar essa população que se encontra em situação de extrema indigência", menciona. Ficou acertado que nos próximos dias, o professor Flávio Ataliba levaria um estudo com detalhes que caracterizassem esse estado de extrema pobreza. E onde estão essas pessoas. "Um dos caminhos é o cadastro do Bolsa Família", adiantou. Na próxima segunda-feira, o LEP apresentará mais um estudo. Desta vez com o título "Em quanto tempo será extinta a pobreza?"
Fonte: Diário do Nordeste


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