30 de abril de 2010
Presidente da Embrapa aposta na internacionalização da agricultura tropical
Internacionalizar a agricultura tropical é uma questão humanitária e de estado, afirmou ontem, dia 29, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pedro Arraes, na cerimônia de comemoração dos 37 anos da Embrapa e abertura oficial da 7ª Exposição de Tecnologia Agropecuária da Embrapa - Ciência para a Vida. Participam do evento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros, como o da Agricultura, Wagner Rossi.
Seguindo esta linha, Arraes mencionou o trabalho da Embrapa África, que já está testando cultivares de arroz, soja milho, feijão e hortaliças em 19 países do continente. Ele também citou a atuação da empresa na Venezuela, onde já foram plantados dois mil hectares de soja, na cidade de Los Tigres.
De acordo com Arraes, 25 pesquisadores da empresa atuam fora do Brasil, nos escritórios da Empresa e nos Laboratórios Virtuais da Embrapa no Exterior (Labex), como os instalados na Inglaterra e Coreia do Sul.
O presidente da empresa reforçou a importância do investimento em pesquisa agropecuária. ”Comemoramos aqui 37 anos de transformação da realidade tecnológica da agricultura tropical e ainda precisamos vencer desafios como a inclusão social no campo. Para isso, o governo federal tem ampliado os recursos, como os destinados ao PAC Embrapa. Em 2009, executamos o maior orçamento da história da empresa, quando foram investidos R$ 1 bilhão. (Laila Muniz)
A capacidade da Embrapa de compartilhar tecnologia e inovações com o mundo foi ressaltada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o presidente, o Brasil tem uma dívida histórica com a África e deve recompensar os países daquele continente, transferindo as tecnologias da pesquisa brasileira em agricultura tropical. “Já temos representantes da Embrapa em Gana, Moçambique e Mali, além de Caracas (Venezuela) e precisamos expandir para El Salvador. É uma contribuição inestimável”, enfatizou.
Lula entregou o Prêmio Frederico de Menezes Veiga, concedido pela Embrapa. Os contemplados foram José Francisco Valls e Jorgino Pompeu Junior, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Este ano, a premiação destacou estudiosos que contribuíram para a valorização dos recursos genéticos na inovação tecnológica na agricultura.
"A Embrapa é símbolo de um Brasil capaz. A prova disso é a reprodução do conhecimento e a distribuição dos benefícios ao nosso povo”, disse, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. De acordo com o ministro, há duas razões para se medir o sucesso da agricultura. “Uma delas é o trabalho da Embrapa e a outra, a capacidade de luta do produtor. É a simbiose entre o apoio do governo e o trabalho do agricultor”, completou.
Rossi reiterou a ampliação dos recursos aplicados no financiamento público rural nos últimos sete anos. Em 2003, o governo destinou R$ 22 bilhões para o custeio e investimento da safra e, no ciclo agrícola atual (2009/2010), está aplicando cerca de R$ 100 bilhões.
Fonte: MAPA


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