1 de fevereiro de 2012
IV Feira da Agricultura Familiar na Seduc
A Feira da Agricultura Familiar na Seduc – a Secretaria de Educação do Estado -, realizada pelo Instituto Agropolos, entrou mesmo para o calendário do órgão. Todo começo de mês, servidores de lá e de outras secretarias localizadas no Cambeba, fazem compras diretamente do produtor, levando pra casa produtos muito mais frescos, muitos com o selo de orgânicos, e por um preço bem mais justo. “Pra você ter uma idéia, a polpa de frutas, que é o que mais compro, custa R$ 2,00 ou R$ 1,50, no supermercado pago R$ 3,80. Fora que a daqui é mais consistente”, conta Honorina Albuquerque, técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar na Seduc e freguesa de carteirinha.
A secretaria Izolda Cela, que ainda não conhecia a feira, esteve por lá na última edição, realizada na quarta-feira, dia 1º de fevereiro, e saiu cheia de sacolas. Sobre o PNAE, trabalhado em parceria com o Instituto Agropolos e a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, Izolda é só elogios. “É acertadissímo, um gol certeiro pensar esse compromisso para que possamos integrar a aquisição de produtos de qualidade com o estímulo à produção dos pequenos”, diz. Ela vê avanços importantes de 2009 pra cá, data de sanção da lei que fixa um percentual mínimo de 30% de produtos da Agricultura Familiar na alimentação escolar. “Claro que só a regra não responde, por isso é tão importante ter a presença da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e do Instituto Agropolos que tem essa expertise, avançamos bastante”, diz.
Dona Esterlina Costa Lima dos Nascimento, 53, participou das quatro edições da feira. Ela mora numa comunidade de Limoeiro do Norte e participa vendendo produtos que cultiva em sua pequena propriedade e também parte da produção de seus vizinhos. “Vale a pena participar. Na banquinha onde vendo em Limoeiro, faturo R$ 80, R$ 90 por dia, aqui faço uns R$ 110, R$ 120”, conta.
Na IV Feira da Agricultura Familiar, além dos queijos temperados, ricota, requeijão, todo tipo de verdura, legume, fruta, polpa de fruta e doces, duas novidades chamara a atenção. Primeiro o suco de banana cristalizada, uma espécie de cajuína de banana, produto de João Janes Viana, do Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas. E as tapiocas coloridas, invenção das cunhadas Mazé de Lima Loureiro e Janiele de Lima, 21, de Russas. “Começamos há mais ou menos um mês e o pessoal tem gostado bastante. Estamos em fase de testes nas escolas para ver se os alunos aprovam e entramos no PNAE”, conta Mazé.
A cor das tapiocas vêm de corantes naturais. Elas fazem sucos diferentes para hidratar a goma. A couve e o espinafre dão um tom verde, o maracujá, um amarelo clarinho, a beterraba, um vermelho, e assim elas vão inventando moda. A próxima feira acontece em março.






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