27 de janeiro de 2010
Tilápia: inclusão social
Por Fernando Pedro Dias - Pesquisador do Nutec, Mestre em Engenharia Civil. Área de concentração: Saneamento Ambiental (UFC)
Dentre as mais de 70 espécies de tilápia, a Tilápia-do-Nilo é a mais cultivada no mundo. As tilápias são os peixes mais cultivados no Brasil, correspondendo a 38% do total de peixes produzidos. O Brasil é o sétimo maior produtor de tilápia do mundo, e o Ceará, se destaca por ser o maior produtor nacional de tilápia.
O aproveitamento de resíduos de peixes, além de fornecer matéria-prima relativamente barata, diminui o risco de poluição ambiental já que os resíduos gerados pelas indústrias acabam se tornando fontes poluidoras. Atualmente, o desenvolvimento de combustíveis alternativos provenientes de fontes renováveis tem recebido considerável atenção. Uma alternativa para a inclusão social no estado do Ceará é o aproveitamento das vísceras geradas nas industriais de beneficiamento de tilápia, para produção de biodiesel.
O biodiesel é um combustível limpo, do ponto de vista ambiental, uma vez que é renovável e menos poluente. Quando queimado no motor a diesel, libera menos material particulado e menos enxofre que o diesel de petróleo, além de ser biodegradável e atóxico. Devido às propriedades físico-químicas semelhantes ao diesel de petróleo, pode ser usado diretamente em motores convencionais, necessitando de mínimas modificações para operar. Também pode ser usado puro ou em mistura, uma vez que se mistura facilmente com o diesel de petróleo, tornando-se um aditivo e não requer armazenamento especial. O biodiesel oferece uma oportunidade para a integração entre indústria, agricultura familiar e combate à pobreza. É uma alternativa sustentável, socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável.
Fonte: Jornal O POVO
Clique aqui para assistir o documentário "Curupati Peixe", produzido pelo Instituto Agropolos


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