8 de agosto de 2011
A cultura do Cajueiro no Ceará e seu comportamento com a chuva
O cajueiro (anacardium occidentale l.) pertence ao gênero Anacardium da família Anacardiase, sendo a única espécie do gênero cultivada comercialmente. Historicamente, o cajueiro tem sido considerado uma planta resistente e adaptada à seca, sendo muitas vezes o único cultivo a produzir em condições extremamente adversas, sendo também um retentor de carbono e criador de mão-de-obra no período da entressafra.
As condições de clima ideal para o estabelecimento da cultura do cajueiro em qualquer região requer queda pluviométrica em torno de 800 a 1200 mm anuais, distribuídas de cinco a seis meses (janeiro a junho), apesar da planta tolerar valores situados tanto abaixo como acima deste intervalo.
O produtor deve ter o cuidado de verificar se existe as estações de seca e inverno bem definidas, visto que a diferença floral ocorre, quase sempre no final da estação chuvosa e o florescimento e frutificação durante os meses secos. Caso ocorra condições adversas a essa, ocorrerão muitas pragas e doenças e queda de flores e frutos jovens.
O produtor deve também evitar locais em que a queda pluviométrica seja inferior a 600 mm. As condições ideais para uma boa produção do cajueiro, também requer umidade relativa do ar entre 70 a 80% e temperatura oscilando entre 23 a 30 locais. Lembre-se que a elevada produtividade do cajueiro está relacionada ao crescimento moderado das plantas, uma vez que quando há excesso de crescimento vegetativo, diminui a produtividade das plantas.
Vale comentar que o aumento das precipitações pluviométricas em períodos de floração e início de frutificação, concorre fortemente para a queda de flores e frutos, como ocorreu no ano de 2009, também contribuindo para a baixa produção de castanha e pedúnculo. Verifica-se também que os clones de cajueiro anão-precoce CCP76 e CCPO9, são mais tolerantes ao estresse hídrico do que o cajueiro comum gigante, visto que em 2010 a perda de safra do cajueiro comum gigante foi de aproximadamente 90%, enquanto que os clones de cajueiro anão-precoce e os cajueiros com copas substituídas com CCP76, tiveram uma perda de aproximadamente 75%.
Dessa maneira, concluímos que a implantação do cajueiro anão-precoce e a substituição de copas de cajueiros gigante improdutivos nas zonas norte, estremo norte e extremo oeste, é de vital importância para essas economias locais. Além de serem de fácil trato cultural, permitem uma consorciação com outras culturas, como milho, ffeijão e mandioca, por um período de três anos.



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